Cinema
O que esperar do novo Resident Evil, que estreia nesta quinta nos cinemas

A nova adaptação de Resident Evil chega nesta quinta-feira, 17 de setembro, aos cinemas brasileiros, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. É a segunda tentativa de reboot da franquia desde o encerramento da saga estrelada por Milla Jovovich, e chega justamente num momento de força para a marca, puxado pelo sucesso recente dos remakes dos jogos Resident Evil 2, 3 e 4. A distribuição no Brasil é da Columbia Pictures, braço da Sony.
Quem assume a direção é Zach Cregger, conhecido pelos filmes de terror Noites Brutais e A Hora do Mal. Cregger também assina o roteiro ao lado de Shay Hatten, o mesmo roteirista de John Wick: Capítulo 3 e Army of the Dead. Segundo o próprio diretor, o tom é de carta de amor aos jogos, mais próximo do clima de sobrevivência e tensão da franquia do que das sequências de ação que marcaram os filmes anteriores.

A trama se passa em paralelo aos eventos do jogo Resident Evil 2, de 1998, mas por um ângulo diferente: em vez de seguir Leon e Claire, o filme acompanha Bryan, um entregador de suprimentos médicos vivido por Austin Abrams, que aceita um serviço para Raccoon City sem saber que a cidade já enfrenta um surto viral. Ele acaba preso numa longa noite de horror, cercado por criaturas infectadas e obrigado a lutar pela própria sobrevivência. O elenco ainda conta com Zach Cherry, Paul Walter Hauser e Kali Reis.

Apesar de contar uma história original, o filme está recheado de referências às mecânicas clássicas dos games. Os trailers já mostraram máquinas de escrever, item usado nos jogos antigos pra salvar o progresso, ervas verdes de cura, cadeados que travam o avanço do personagem e até caixas de munição da marca fictícia Heavy Field, clássica da franquia. O designer de produção Tom Hammock revelou ainda que o visual das criaturas se inspira diretamente em Resident Evil 4 e Resident Evil 6, misturando elementos como tentáculos e dentes integrados aos corpos das criaturas.

Cregger também mexeu no funcionamento do próprio vírus. Segundo ele, a infecção segue as regras estabelecidas pela Capcom, mas ganha mecânicas inéditas criadas especialmente pro filme, que não aparecem em nenhum jogo. Já sobre a ambientação, que gerou polêmica entre fãs por trazer neve e um iPhone nas mãos do protagonista, longe do cenário original de 1998, o diretor foi direto: a história se passa em 2026, e ele tomou a liberdade de contar do jeito que quis, mesmo sem fazer uma adaptação quadro a quadro do jogo.
🗞 FONTE
IGN, Variety e Wikipedia
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